Quero um Usaflex para minha mãe –”Luzes, purpurina, cores, pisca-pisca, cristais, furta cor, lantejoulas”

Postado por Laci Todeschini em mai.02, 2011, categoria Campanhas Especiais

Participante: Amanda Meireles Gomes Moura – Joinville SC
Minha história:

Há 23 anos convivo com uma certa mulher que é a mais velha de um trio comandado por uma portuguesa menor de 1 metro e meio e seu eterno companheirão (ão ão ão mesmo!). E foi dessa estrutura que a Dona Laura, protagonista desta história, guarda hábitos e aprendizados. O que conta minha mãe e é confirmado por meus tios, era a maneira criativa que a Laurinha inventava as brincadeiras. Nada perto dela era comum, ela sempre conviveu com uma maquininha de sonhos na cabeça sustentada pelo seu corpo magrelo. Do conto de fadas apreciava o vilão, nunca teve paciência para aprender o ponto cruz enquanto o murmurinho dos colegas na rua brincando aguçava seus ouvidos, se a boneca mais cara da moda era a “PEDRITA” improvisava um osso de galinha no cabelo da velha bonequinha. Menina moleca estudou em colégio de freiras e quando era mandada cuidar da sala de aula de sua irmãzinha a promovia instantaneamente para a fileira dos “nota 10″, quis ficar de recuperação em artes para ter como desculpa comprar o material e fazer artesanatos natalinos. Luzes, purpurina, cores, pisca-pisca, cristais, furta cor, lantejoulas… Isso é um pouco da Lady Laura que, como a maioria das mães do século XXI, cuida de zilhões de afazeres ao mesmo tempo. É esposa, mãe de 3 filhos, 2 cachorros e 1 calopsita, além de cozinheira, professora e aluna de pós-graduação. E nesse mosaico de mulher esconde-se também a Laura cabeça-de-pastel-de-vento, que esqueceu seu sapatinho na calçada da padaria perto de casa só pelo costume de dirigir descalça por não se adaptar com nenhum sapato. Avoada, a ponto de sair com uma meia chamativa de cada cor e depois estocá-las no carro, para horror do seu filho do meio que um dia se irritou e jogou-as pra fora com o carro em movimento. Mas nessa história, deixar para trás o sapatinho foi por pressa de virar abóbora no fogão, de limpar os vidros, de montar a aula para o outro dia, de paparicar todos os filhotes… E por aí vai a vida da “Gata Borralheira” versão Laura Meireles Gomes Moura, estrela da peça de teatro de toda a nossa família.

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5 comentários:

  • Celeste

    Gostei da sua história!!! Muito boa. Merecia ser a vencedora.

  • DILCE MARIA KLECHOWICZ

    Parabéns Amanda! Só quem convive com a Laurita sabe que ela é exatamente como você descreveu na sua linda história!!

  • Laci Todeschini

    Olá Dilce,
    Que história linda a Amanda nos contou, adoramos. Além de escrever muito bem, ela descreveu a mãe com muita doçura. Bjo.

  • laura Meireles Gomes Moura

    Sra. Laci (Usaflex) – Fiquei muito feliz por ver o relato de minha filha Amanda, um dos relatos premiados por essa promoção e adorei as opções de escolha dos prêmios. Confesso que, diante do brilho que minha filha atribui a minha existência, sou eu que agradeço todos os dias por tê-la e pelos meus dois outros filhos: Victor e Marcelo. São eles que fazem a minha vida cintilar de verdade! Assim que receber o prêmio, terei o maior prazer em fotografar esse momento. A Amanda estuda em outra cidade, Ponta Grossa. Brevemente, iremos para lá para registrarmos juntas esse momento! Também participei enviando o meu relato sobre minha mãe, a D.Odete, que me ensinou a ver a alegria que a vida as vezes traz tão escondida. Procurá-la ajuda muito a trazer brilho à vida! Muito obrigado pelo conforto que oferecem aos nossos passos. Com carinho, um abraço, Laura.

  • Laci Todeschini

    Laura, minha querida! Você é tão doce e brilhante quanto a sua filha. Podemos nos dedicar ao conforto, mas quem dá brilho à vida são vocês, mães; batalhadoras e guerreiras. exemplos de vida!

    Beijos!

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